Historia
1931
Ferdinand
Porsche e um grupo de outras pessoas, entre as quais o seu filho Ferry,
fundaram, em 25 de Abril de 1931, a "Dr. Ing. h.c.F. Porsche GmbH" em
Estugarda. Esta empresa tinha como objectivo dar consultadoria ao nível de
design e motores. Um dos seus clientes era, a recentemente criada, Auto Union (Horsch,
Audi, Wanderer e DKW) e a Mercedes-Benz.
Um dos
primeiros trabalhos da Porsche foi desenhar e desenvolver um pequeno carro para
a Zündapp - a conhecida marca de motos de Munique, que estava interessada em
entrar no mercado automóvel.
1932
Foi criado
um protótipo, o Type 12. O motor estava colocado na parte de trás do automóvel
e era refrigerado a água (a pedido de Fritz Neumayer da Zündapp), tinha um
chassis central, travões hidráulicos e era equipado com suspensão individual
dianteira bastante avançada para a época.
Foram
construídos três protótipos, dois sedans e um cabriolet.
O Type 12
esteve longe de ser um caso de sucesso. O motor sobreaquecia ao ponto do óleo
ferver e os pistões "soldarem-se" às paredes dos cilindros.
O
entusiasmo de Neumayer acabou assim como o dinheiro. Paralelamente com uma
encomenda de motorizadas, a Zündapp perdeu o interesse em desenvolver mais o
carro.
1933
O
Barão Fritz von Falkenhayn, chefe da fábrica de Neckarsuim da NSU, pediu à
Porsche para criar um carro pequeno. Assim surgiu o Type 32 do qual foram
criados três protótipos.
O Type 32
usava a patenteada tecnologia de suspensão da Porsche (barras de torção
transversais) à frente.
Um número
de diferentes motores foram testados, incluindo um motor de dois tempos. Mas o
motor que provou ser mais adequado para o carro foi um motor Boxer com quatro
cilindros. Este motor refrigerado por ar foi baseado num motor de avião de 90
lip, que o Dr Porshe tinha desenhado já em 1912.
O motor de
1470cc atingia os 120 km/h sem ter qualquer problema a não ser o barulho. O
chassi de um dos três protótipos era feito em aço pela Drauz em Heilbronn.
Foi este
facto que terminou a parceria de Porsche com a NSU isto porque a FIAT, que
estava instalada em Heilbronn, ouviu rumores sobre o carro que a NSU estava a
construir e relembrou à marca alemã cláusulas contratuais que permitiam a
compra da velha fábrica da NSU. Como parte do acordo, a NSU concordou em não
mais fazer automóveis sobre o seu nome.
Pouco
tempo depois, Jacob Werlin, presidente da Daimler-Benz, foi convidado a visitar
os escritórios da Porsche, onde lhe foi apresentado o pequeno Type 32. Werlin,
que era amigo pessoal de Hitler, sabendo que este planeava construir um
VolksWagen (Carro do Povo), pensou que, com o projecto de Porsche, poderia obter
favores do Fuhrer.
Depois de
Werlin apresentar o projecto, Hitler convidou Porsche a encontrar-se com ele e
com os directores da Auto Union no Hotel Kaiserhof.
Nesta reunião
Hitler sugeriu que o VolksWagen deveria acomodar dois adultos e três crianças,
alcançar os 100 km/h, consumir 7l/100km, motor refrigerado a ar e custar 1000
Reichsmarks (cerca de €140 para valores da época). Nessa mesma reunião o
Fuhrer deu a Porsche desenhos de como pensava que seria o automóvel.
1934
Em Janeiro,
Porsche entregou um memorando a Hitler onde se comprometia a ter protótipos
prontos dentro de 12 meses.
Hitler
persuadiu a RDA (Reichsverband der Deutschen Automobilindustrie) para contratar
Porsche para o desenvolvimento dos protótipos.
A Porsche
foi dado cerca de 23.000 Reichmarks para construir os protótipos mas sob a
condição de estarem concluidos em apenas dez meses.
Em
Abril Porsche apresentou o primeiro esboço do Volkswagen, o Type 60, mas Hitler
não gostou da secção frontal, semelhante ao Type 32, pois desejava algo mais
aerodinâmico. O próprio Hitler alterou um pouco o modelo. O Type 60 foi
apelidado de V1. Entretanto Hitler sugeriu uma versão descapotável que ficou
com o nome de V2.
Passados os
dez meses os carros estavam longe de estar pronto devido ao facto das companhias
que deviam ajudar Porsche a elaborar os protótipos não o terem feito.
1935
No final
deste ano existiam dois protótipos em testes, um sedan e um cabriolet, na
Floresta Negra, que foram produzidos nas oficinas da Porsche. O design era uma
progressão natural do Type 12 e 32.
1936
Durante
este ano foram criados mais três protótipos, designados com VW3, que eram uma
natural evolução dos dois modelos testados anteriormente. Estes automóveis
foram construídos pela Daimler-Benz, que indicava que outros construtores alemães
reconheciam que Hitler não tolerava desobediência quanto ao projecto nacional
em questão.
Mas o motor
era ainda um problema. Um novo membro da equipa, o austríaco Franz Reimspiess,
que se juntou a Porsche em 1934, sugeriu um novo motor de 4 cilindros arrefecido
a ar que, surpreendentemente, era mais barato e mais leve em comparação aos
outros motores testados. A potência era de 22,5 cv. O motor ficou conhecido
como o Motor E por ser o quinto motor a ser testado. Os protótipos V1 e V2
foram redesenhados para o novo motor ser testado.
Os VW3
realizavam cerca de 650km por dia nos Alpes e na Floresta Negra. No total foram
percorridos cerca de 80000km.
1937
Em meados
de 1937, a RDA publicou um relatório que dava "luz verde" ao Type 60
embora mostrando algumas reservas quanto aos cabos dos travões e suspensão
dianteira.
Na mesma
altura, Hitler decidiu que o projecto deveria ser financiado pelo estado através
da German Labor Front (DAF).
A
"Sociedade para o Desenvolvimento do Volkswagen" foi formada em Maio
deste ano com 500000 Reichsmarks (RM) para desenvolvimento de mais protótipos.
Os
VW30 (nome devido a 30 unidades terem sido produzidas) foram construídos pela
Daimler-Benz. A frente dos automóveis era muito semelhante ao
"Carocha" que conhecemos. Os faróis estavam incorporados nos
guarda-lamas tal como no presente.
Mecanicamente,
os VW30 foram uma evolução dos VW3. A taxa de compressão do motor passou para
6:1 entre outros aspectos.
Estes protótipos
foram testados até aos limites. 200 soldados das SS foram destacados para estes
teste com o objectivo de cada carro realizar no mínimo 80.000km. Alguns
chegaram a atingir os 140.000km rodados em terrenos planos e hostis, onde a própria
Rolls Royce advertira os seus clientes a serem prudentes.
Ferry
Porsche foi o supervisor desta operação.
1938
Apenas
faltava melhorar o design. Esta tarefa foi atribuída a Erwin Komenda. As
grandes diferenças fizeram-se notar na traseira onde a cobertura do motor foi
encurtada e colocado um vidro traseiro dividido em dois. Foram construídos 44
automóveis da apelidada Série 38.
Em Maio de
1938, Hitler colocou a primeira pedra da fábrica da Volkswagen GmbH em
Fallersleben, no estado de Wolfsburg.
O nome do
carro foi "KdF-Wagen". Este nome foi extraído do slogan "Kradt
durch Freude" que significa "O Poder pela Alegria".
A cidade na
qual a fábrica estava sedeada passou-se a chamar Kraft durch Freude Stadt.
Em Agosto,
o chefe de produção Robert Ley, anunciou o único método pelo qual o público
poderia adquirir o KdF. O automóvel seria comprado através de um sistema de
aluguer e apenas seria comprado quando o último pagamento fosse efectuado.
A
versão base custaria 990 RM (€138). A versão com um tecto em tecido, que
podia ser recolhido com um rolo, custaria mais 60 RM (€8,50). Existiria apenas
uma cor, à semelhança do Ford T ("As pessoas podem escolher qualquer cor
desde que ela seja preto" disse Henry Ford), e esta seria um azul
acinzentado. Existiria ainda uma taxa de 200 RM (€28) para um seguro de 2
anos.
O objectivo
seria não existir agentes ou intermediários e os interessados teriam de se
deslocar até à fábrica para receber o seu automóvel.
No final de
1938 a fábrica recebeu 169.741 pedidos que poderiam atingir as 336.668 unidades
encomendadas.
1939
Porsche
tentou produzir uma versão desportiva do KdF-Wagen mas foi recusado o seu
pedido pois não se enquadrava no "espírito de um automóvel utilitário
para o Povo". Mesmo assim, Porsche continuou com o projecto pelos seus próprios
meio através de um coupé com um motor V10 em posição central, refrigerado a
água englobando partes do KdF-Wagen.
Entretanto
as autoridades, reconhecendo que o design desportivo poderia trazer muita
publicidade, decidiram autorizar a produção deste concept com o objectivo de
participar na corrida Berlim-Roma-Berlim em Setembro. Três exemplares do Type
64, assim foi apelidado, foram construídas com base no chassis e motor do
KdF-Wagen. A potência tinha sido aumentada de 22 para 50cv graças a válvulas
mais largas, carburadores duplos e uma taxa de compressão maior. Contudo os
planos quer para o Type 64, quer para o KdF-Wagen, serem produzidos em massa no
final de 1939 foram cancelados devido à invasão da Polónia por Hitler a 1 de
Setembro.
A 15 de
Agosto o primeiro KdF-Wagen sai da linha de produção. Nesta altura a designação
Type 60 foi alterada para VW Type 1.
Porsche
entretanto ficou com um dos Type 64 para uso pessoal e passeava-se nas Autobahns
abandonadas em tempo de guerra. Este facto representou os primeiros passos da
emergência da marca Porsche no pós-guerra com o Porsche 356 em 1949, o
primeiro verdadeiro Porsche desportivo e o primeiro grande trabalho de Ferry
Porsche, assistido por Karl Rabe, o "braço direito" do seu pai.
1940
Durante
o tempo de guerra, Hitler alterou os planos do VW passando a existir uma versão
denominada por "Kübelwagen" (Type 82). Este carro de guerra foi
concebido de forma a que a sua leveza o impedisse de se enterrar no deserto
enquanto os outros veículos mais pesados de combate enterrar-se-iam com mais
facilidade. Embora o Kubelwagen não possuí-se 4 rodas motrizes, foi fabricado
segundo os princípios do Porshe (motor atrás refrigerado com ar). Este veículo
era insensível ao gelo e arrancava com muita facilidade.
O
Kubelwagen servia os exércitos alemães combatendo em todas as frentes. Este veículo
de guerra suportava as provas mais vigorosas que nenhum carro jamais tinha
conhecido.
Todavia,
outra versão militar existia: o Schwimmwagen (Type 166). Este carro possuía 4
rodas motrizes e também era anfíbio. Possuía um casco estanque, equipado com
uma hélice atrás que baixada podia atingir em águas calmas os 10Km/h. Este veículo
foi atribuído às unidades de elites sendo produzidas 14283 unidades.
1944
Poucos
automóveis foram construídos até 1944 contabilizando um total de 640
unidades. Na sua maioria eram distribuídos pelos mais altos dirigentes do
Partido Nazi, por ordem de Hitler.
Durante
a guerra a fábrica foi utilizada para a produção de asas e fuselagens do
bombardeiro Junkers Ju 88 assim como peças para os motores de aviões da BMW. A
unidade também chegou a produzir o avião V1 o qual voava sem piloto
passando-se a designar Volkswagenwerk.
A 8 de
Abril, a Força Aérea Americana Nº 8 realizou o primeiro de seis ataques aéreos
à fábrica. Devido à sua localização, exposição e fácil identificação,
três quantos da unidade foi completamente destruída.
1945
A 10 de
Maio, três dias depois da rendição incondicional da Alemanha, os aliados
chegaram a Fallersleben. Os soldados não chegaram a entrar em KdF-Stadt porque
não estava assinalada nos seus mapas. Felizmente para a VW, a fábrica ficou na
zona de ocupação britânica.
Cerca de um
mês depois os britânicos alteraram o nome da cidade para Wolfsburg, nome
retirado de um castelo do século XIV existente na zona. Volkswagenwerk
passou a chamar-se Wolfsburg Motor Works.
Em
Agosto o Major Ivan Hirst da "British Royal Electrical and Mechanical
Engineers" foi nomeado administrador da unidade fabril. A produção tinha
começado em Junho quando 138 Kübelwagens foram montados a partir de peças e
chassis existentes em vários pontos da Alemanha. Outro veículo a ser construído
foi o Type 51 (Porsche Type 82E) que combinava peças do KdF-Wagen com o chassis
do Kübelwagen. Foram construídas 703 unidades.
Depois de
algumas atribulações em relação ao seu futuro, um passo de gigante foi dado
para manter a marca. O exército inglês encomenda 20.000 Volkswagens.
1946
A
produção começou a aumentar e em Março a barreira das 1.000 unidades/mês
foi quebrada.
A produção
dos Kübelwagen foi interrompida e o Volkswagen passou a ser o único veículo a
ser produzido. Dos 7787 veículos produzidos, 7677 eram Volkswagens.
Em Outubro
a barreira das 10.000 unidades é atingida. Entre Março e Outubro foram
produzidos 9000 veículos, uma média de 42/dia.
O KdF-Wagen
é chamado de "Type 1", para marcar um novo começo para a empresa.
1947
Em
Agosto o holandês Ben Pon assinou um contrato que o tornava o primeiro agente
ultramarino da Volkswagen.
No Outono
Major Hirst juntamente com o seu superior, Coronel Radclyffe, decidiram entregar
a administração da fábrica a um alemão, Heinz Nordhoff, e à República
Federal Alemã (RFA) que iria ser criada no ano seguinte.
1949
A
pedido de Nordhoff, Ben Pon levou o Volkswagen para os Estados Unidos da América
para tentar aumentar as vendas do veículo. Pon não teve muito sucesso e assim
vendeu o automóvel por $950 e voltou para a Europa.
A 1 de
Junho o "Export Model" é apresentado. O equipamento deste modelo foi
melhorado. Foram adicionados cromados , novas cores e melhorado o conforto
interior.
O controlo
total da Volkswagen só foi obtido por Heinz Nordhoff em Setembro aquando do fim
do controlo britânico a 6 de Setembro. A posse da fábrica foi transferida para
a RFA, que cedeu a posse ao Estado da Baixa Saxónia, onde Wolfsburg está
localizada.
Uma
vez no poder, Nordhoff tomou duas decisões que marcaram o sucesso da marca:
seria adoptada a política de produção de Henry Ford e o desenho iria
manter-se com apenas algumas alterações.
Para
aumentar as exportações foram criadas duas versões cabriolet. A produção
efectuada por Hebmüller of Wülfrath contemplava um cabriolet de 2+2 lugares e
a de quatro lugares por Karmann Company of Osnabrück.
1950
São
acrescentados travões hidráulicos, um cinzeiro no tablier e um no painel do
lado direito, da parte de trás.
1952
O porta
luvas fica com porta, antes era um espaço aberto.
As exportações
do Volkswagen já representavam 40% da sua produção. Para complementar a
oferta foi criada a versão de condução à direita para ser vendida no Reino
Unido.
1953
Uma
janela única e oval substitui a janela traseira dividida.
Nesta
altura a fábrica de Wolfsburg já empregava 20.000 pessoas.
Fim da
produção do Cabriolet Hebmüller of Wülfrath devido a dificuldades
financeiras. Entre 1949 e 1953 foram construídas apenas 682 unidades.
A
Volkswagen começa a produzir automóveis no Brasil.
1954
A potência
aumenta para 36 cavalos. O botão de arranque é agora integrado com a ignição,
antes era um botão separado que se encontrava no tablier.
Uma nova fábrica
é inaugurada em Puebla, México.
1955
O sinal
"idiot stick" (mão artificial, para indicar a direcção que se vai
tomar), é substituído por indicadores luminosos situados nas embaladeiras da
frente e de trás.
O
Volkswagen n.º 1.000.000 é produzido em Wolfsburg.
A
Volkswagen of América, Inc é criada em Englwood Clifs.
1956
A cobertura
do tejadilho é mudada de tecido para plástico.
Surge
o radical coupé, baseado no Carocha, construído pela Karmann. O seu design é
da autoria da casa italiana Ghia e assim chamado Type 1 Karmann Ghia. Embora
muito diferente, este modelo apenas era diferente no aspecto pois toda a sua mecânica
era a mesma do Carocha.
1957
Foi criada
uma unidade fabril na Austrália.
É
produzido o Carocha n.º 2.000.000.
1958
A janela de
trás e o pára-brisas são alargados para uma melhor visibilidade .
1959
Surge a
versão cabriolet do Karmann Ghia.
1960
No verão
de 1960, a Volkswagen importa o carocha n.º 500.000 para os Estados Unidos.
1961
A potência
é aumentada para 40 cavalos.
1962
As vendas
anuais da Volkswagen na América excedem os 200.000 pela primeira vez.
1964
A
Volkswagen começa a produzir carros no México. O tejadilho de plástico é
substituído por um tejadilho de metal de correr.
1965
O banco de
trás dobra para a frente de modo a criar mais espaço na bagageira. Melhoraram
os sistemas de travões para diminuir a distância de travagem.
1966
A potência
é aumentada para 50 cavalos. Adicionaram os 4 piscas.
1967
A potência
é aumentada para 53 cavalos.
1968
A
opção de velocidades automáticas é introduzida, assim como os apoios de cabeça
nas costas dos bancos da frente. É introduzida a coluna da direcção quebrável
em caso de impacto frontal.
As vendas
nos Estados Unidos atingem o seu máximo. 423.008 veículos são comercializados
durante este ano.
1969
É colocado
um desembaciador no vidro traseiro. A posição dia e noite é acrescentada no
espelho retrovisor.
1970
A potência
é aumentada para 57 cavalos. Um sinal sonoro é activado quando a porta é
aberta e as chaves ficam na ignição. Foi também adicionada uma fechadura no
porta luvas.
1971
A potência
é aumentada para 60 cavalos. Uma nova funcionalidade é adicionada, as luzes
apagam-se ao desligar o motor, se o condutor se esquecer de as desligar.
1972
17 de
Fevereiro: o Carocha nº 15.000.734 é produzido, tornando-se no carro mais
produzido da história, ultrapassando o legendário modelo T.
A janela de
trás é aumentada novamente.
1974
Depois de
30 anos e 11.916.519 carros produzidos, a Volkswagen em Wolfsburg pára com a
produção, continuando na Europa em Emden e em Bruxelas. É também é
descontinuado o modelo Karmann Ghia.
1975
O sistema
de injecção directa é acrescentado, dando ao carocha uma média de 7,1 litros
por cada 100 km em auto-estrada.
O Carocha nº
18 milhões foi produzido na fábrica de Emden.
1976
Pintura
metalizada e jantes desportivas dão um ar mais moderno ao carocha.
1977
O último
carocha sedan nos Estados Unidos custa $6495.
1978
Em
19 de Janeiro foi produzido o último Carocha na Europa, na fábrica de Emden. A
produção da Volkswagen no Brasil e México contínua a ser de 1.000 unidades
por dia. Os Carochas agora vendidos na Europa e Estados Unidos são exportados
do México.
Dos
19.300.000 Carochas produzidos até a final deste ano, 16.255.500 foram construídos
na Alemanha.
1979
O último
Carocha descapotável nos Estados Unidos custa $6495.
1980
A 10 de
Janeiro o último Carocha descapotável é produzido na fábrica de Karman.
330.281 unidades foram produzidas desde 1949 tornando assim o Carocha Karman o
cabriolet mais vendido do mundo.
1981
O Carocha
n.º 20.000.000 é produzido na fábrica de Puebla, México.
1985
No dia 12
de Agosto, os últimos carochas importados chegaram a Emden. O carocha deixa o
mercado europeu. A produção e as vendas continuam no México e no Brasil.
1994
Em
Janeiro, no Salão Internacional do Automóvel em Detroit, a Volkswagen
apresenta o Concept 1. Uma mistura entre as linhas do Carocha e as novas
tecnologias aplicam-se neste modelo mas a sua produção em série não está
contemplada.
Durante a
realização do Salão Automóvel de Genebra, em Março, é apresentado mais um
concept car. Desta feita trata-se de um veículo com base no modelo apresentado
meses antes, mas cabriolet, relembrando o Karmann cabriolet. Devido à aceitação
do público destes dois modelos a sua produção começa a ser equacionada.
1995
Depois
de muita especulação a VW anuncia, durante o Salão de Tóquio, a produção
em série do Beetle. A comercialização irá começar em 2000 e serão feitas
algumas alterações estéticas em relação aos modelos apresentados em 1994.
Nesse mesmo
certame é apresentada uma nova elocução do Concept 1.
1996
Uma nova
evolução do Concept 1 é apresentada no Salão de Genebra. O veículo
apresentado é um TDI - o que demonstra os objectivos da marca em deixar o
slogan de "Carro do Povo" para trás.
A partir de
Novembro, cerca de 500 carochas "Type 1" continuam a ser produzidos
todos os dias na fábrica da Volkswagen em Puebla, México. A produção do
Carocha pára no Brasil.
1997
Até
Novembro foram construídos 21.342.955 Carochas.
1998
Dois anos
antes do previsto, o novo Carocha é apresentado na sua versão de produção.
Terá a designação de New Beetle.
1999
Este ano
marca o início da comercialização do New Beetle.
2000
É
apresentado no Los Angeles Auto Show um concept car intitulado Dune. Este estudo
apresenta todas as potencialidades que o novo Beetle pode ter. O Dune destaca-se
pelo seu prático desenho, pelos plásticos transparentes e a cor amarela.
2003
É lançado
finalmente o Beetle Cabrio.
Em Junho a
Volkswagem AG anuncia o fim da produção do Carocha na sua última linha de
montagem no México.